Após o fracassado golpe de julho de 2016, as mudanças na Turquia foram drásticas. O governo assumiu mais poderes ditatoriais e o nacionalismo e a islamização aumentaram. A luta contra a minoria curda se intensificou e a Turquia assumiu uma posição muito mais assertiva no cenário internacional, tornando-se militarmente ativa na Síria e Iraque, principalmente com as forças curdas.

Como resultado das novas e estritas políticas governamentais, o nível de intolerância contra todos aqueles que não estão do lado do atual líder, Erdogan, aumentou e esses enfrentam opressão. Os cidadãos não sunitas, incluindo a pequena minoria cristã, enfrentam uma pressão crescente, que se traduz cada vez mais em incidentes violentos. Essa tendência provavelmente continuará.

O país viu uma elevação na ansiedade após a tentativa de golpe. A retórica feroz do governo deixou menos espaço para outras vozes, inclusive a cristã. Especialmente a vida da igreja se tornou mais difícil. Há mais suspeitas em relação aos cristãos, dificultando o alcance público e o evangelismo.

Notas sobre a situação atual

Os cidadãos devem declarar-se membros de um número limitado de “religiões” (islamismo sunita, igreja ortodoxa grega, igreja apostólica armênia ou judaísmo) – ou deixar a seção sobre religião, em seus cartões de identificação e registro público, em branco. Cristianismo evangélico ou protestante, islamismo xiita, islamismo Alevi ou Bahai ou até o ateísmo não são escolhas possíveis. Isso torna as pessoas vulneráveis à discriminação. Em muitas situações do dia a dia, o cartão de identidade deve ser mostrado e isso se torna uma informação pública que pode ser acessada facilmente. As pessoas com menos de 18 anos de idade não têm o direito de mudar sua religião no registro público, a menos que seus pais ou responsáveis legais mudem para elas.

Pedidos de oração

  • Ore para que os cristãos perseguidos coloquem sempre a esperança em Deus, diante do aumento da influência islâmica e discriminação contra cristãos no país.
  • Interceda pelos cristãos ex-muçulmanos para que ministrem com graça e sabedoria às suas famílias, que geralmente os pressionam a voltar ao islamismo.
  • Apesar de conversões não serem proibidas por lei, há implicações sociais e familiares para os convertidos, que são tratados como traidores. Clame para que sejam fortalecidos no Senhor.

Tipo de Perseguição: Opressão islâmica; antagonismo étnico e paranoia ditatorial
Capital: Ankara
Região: Europa Oriental
Líder: Recep Tayyip Erdogan
Governo: República parlamentarista
Religião: Islamismo
Idioma: Turco (oficial), curdo
Pontuação: 66
População: 81,9 milhões
População cristã: 194 mil

:: Portas Abertas

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